Hoje vamos falar sobre um assunto nada comentado em nossa sociedade tão machista. Hombridade e masculinidade. Numa sociedade altamente patriarcal como a nossa -e, para falar a verdade, a maioria do mundo - as duas coisas acabam se confundindo. Porém, apesar dessa confusão na cabeça da galere, ser homem e ser macho são coisas completamente diferentes.
Vamos começar pela definição mais simples, porém não menos complexa. Ser homem. O que torna alguém um homem? Para início de conversa, a única coisa que liga um homem a um macho é o pênis balançando entre suas pernas. Mas, até a maneira como se usa esse pênis define se você é homem ou macho. O homem não necessariamente precisa gostar de mulher. Ser homem não tem nada a ver com opção sexual. O que define um homem são suas atitudes. Responsabilidade, carater e respeito pelos outros é o que define um homem.
Evolução; nem todos seguem em frente.
Agora, se papai lhe ensinou que ser homem é sair tocando terror em geral, pegando todo tipo de mulher, mesmo que seja na marra, batendo nos mais fracos, humilhando os mais humildes e maltratando todos os que se põe no seu caminho, sinto muito, mas você foi criado para ser um macho revoltadinho com a vida. Ou melhor, um macho fodidinho da vida.
E aqui chegamos ao abismo que separa o homem de um macho. O que define o 'macho' em si. Esse é ainda mais facil de definir. O macho faz tudo o que um pitbull faz. Só não lambe o proprio saco porque ainda não conseguiu tanta flexibilidade. Mas o macho é agressivo. Acha que todos devem se curvar e respeitar sua masculinidade viril, conseguida com horas e horas de academia e quilos e quilos de anabolizantes. Bitolado com o que vê na TV e pela criação retrograda do pai. Acha bonito bater nos outros, principalmente se forem minorias já castigadas pelo sistema. Toca fogo em indios e humilha mendigos e diz que tudo não passou de uma brincadeira. Não assume as consequencias do proprio ato e age como se estivesse certo, uma vez que papai e mamãe sempre estarão lá para defender-lo. Ou simplesmente não liga, porque papai e mamãe também nunca ligaram. O macho acha que o mundo gira ao redor de seu pênis. E por isso ele acha que tem direito de meter-lo onde quiser, com ou sem consentimento.
Em resumo, o titulo desse post já diz tudo. Ser homem não é para todos. São poucos os que conseguem chegar a esse pico evolutivo. Ambos não são equivalentes. Você não precisa ser homem para ser macho. Nem precisa ser macho para ser homem. Se você é um machinho de plantão e se revoltou com esse post, tenho um recado para você: foda-se e cresça, babaca! Se você é um machinho virtual(vulgo hacker) e quer tocar o terror no meu blog, outro recado: foda-se e vá ter uma vida! E não se orgulhe de ser macho. Até um cão consegue ser macho com muito mais dignidade que você.
Pode parecer uma praga dos tempos modernos, mas não se iluda. Fãs modinhas existem desde que o mundo é mundo. Provavelmente os egipcios começaram a usar aquelas peruquinhas estranhas porque alguém copiou de alguém e logo juntou uma multidão de fãs modinha.
Mas, antes de tudo, o que são fãs modinha? Essa é uma pergunta bem simples de responder, mas ao mesmo tempo um tanto capciosa. Fã modinha é aquela pessoa que lê/vê/faz/come algo apenas porque os outros estão lendo/vendo/fazendo/comendo a mesma coisa. Ou seja, é uma massa de manobra completamente alienada para dizer que ama algo enquanto aquilo tiver em destaque. Depois que a moda passa, tais pessoas tem uma amnésia inexplicavel e simplesmente esquecem que, um dia, tal coisa existiu.
RBD atraiu uma legião de fãs modinha ma América Latina
A legião de fãs modinha é tão grande que acaba manchando a reputação dos verdadeiros fãs. Claro, não sou idiota de achar que as modinhas que surgiram não atraem fãs verdadeiros. Mas são tantos fãs modinha que entulham, que não dá para diferenciar-los. Logo, o verdadeiro fã, que gosta realmente daquilo, que se identifica com a mensagem passada, acaba sendo taxado como fã modinha. Mas, apesar de tudo, não é tão dificil diferenciar um fã modinha:
Caractéristica nº 1: O fã modinha é conhecido basicamente por amar algo em pouco ou nenhum tempo. Basta um grupinho lekauna escola falar que algo é maneirinho para o fã modinha já passar a amar aquilo. No dia seguinte(ou as vezes no minuto seguinte), aquele livro, filme ou música já passa a ser a música da vida do fã modinha, que já terá decorado seu quarto com posters que irá arrancar quando surgir a próxima modinha, terá camisas lotando armários e mais armários e fará videos para o youtube, para demonstrar todo o seu amor.
Caractéristica nº2: O fã modinha não tem opinião propria. A opinião dele é a opinião da maioria. Se a maioria disser que fulano é feio e beltrano é fodinha, o fã modinha(olha, até rimou x]) irá achar EXATAMENTE a mesma coisa. Até que a opinião da maioria mude e ele, como é uma boa Maria-vai-com-as-outras, irá bater o pé e determinar que SEMPRE achou aquilo. Alguns até tentam esboçar uma opinião, mas o senso de submissão do fã modinha é TÃO GRANDE, que ele simplesmente esquece as proprias opiniões e segue com a maioria, como uma boa ovelhinha.
Caractéristica nº3: O fã modinha sabe nada ou quase nada sobre o assunto. Seu leque de informações se baseiam em uma pesquisa rápida na Wikipedia para não parecer ignorante ou na opinião dos outros(como bem diz a caractéristica 2). Ele provavelmente não leu o livro e só viu o filme e se diz um conhecedor nato da série.Ele nunca ouviu todas as músicas da banda, apenas as que estão entre as mais tocadas ou as mais comentadas entre a galere.
A saga Crepúsculo detem recorde de fãs modinhas
Caractéristica nº 4: A memória do fã modinha é inversamente proporcional à sua volubilidade. Enquanto tal criatura possui uma memória de azeitona, capaz de esquecer em segundo algo do quel se declarava super fã, sua volubilidade é do tamanho de um elefante indiano. Ele é capaz de mudar de amor com a mesma frequencia que muda de roupa(ou até mais rápido). Não espere que um fã modinha ame por muito tempo tal coisa. Ou que ele lembre que, um dia, disse que amava aquela coisa. Ele nunca vai lembrar. A amenésia modista é uma das maiores caractéristicas do fã modinha.
Se você se identificou com mais de duas caractéristicas acima, cuidado. Você é um fã modinha. Qual o risco para você? Nenhum. Você será sempre um desmiolado sem cérebro que é aceito por grupinhos apenas por ser uma pessoa muito animadinha e pulante. O risco maior são para os fãs de verdade. Por tanto, se você é um fã modinha, pense um pouco mais nos outros e NÃO SEJA. Abraços à todos ;]
Do dicionário, moda é aquilo de uso recorrente, geralmente associado à roupas, músicas, etc... Algo entra e sai da moda com a mesma facilidade que se respira. Por isso, o grande desafio da grande industria midiatica é fazer com que algo sempre continue na moda. E, se algo não está mais na moda, é simplesmente descartado, como uma fralda usada.
Restart, uma das modinhas surgidas em 2010
Atualmente, a moda são as modinhas. E mais estranhamente, virou moda falar que algo é modinha. Basta algo fazer um relativo sucesso e a maioria dos pseudo-cults já taxam como modinha, sem nem ao menos ter ouvido, visto ou lido para julgar sua qualidade. Claro, as reais MODINHAS geralmente são lixos inaproveitaveis, ou, ao menos, sem uma qualidade aparente. Mas é bem engraçado um bando de nerds que decoraram todo o apendice em O Senhor dos Anéis, comunicam-se em elfico e acham completos ignorantes pessoas que não entendem tao lingua, criticando tudo com um ar de professor de literatura e o conhecimento de uma criança de dois anos.
Espero que as crianças de dois anos não se sintam ofendidas com a comparação e deixem de frequentar o blog.
Enfim, voltando ao assunto principal. O advento da internet, além de facilitar a obtenção de noticias e ajudar em trabalhos escolares(mágia do Ctrl C + Ctrl V), ajudou a popularizar algum artistas de qualidade duvidosa. Não é preciso mais ter talento para fazer sucesso. Basta ter uma camera, um rostinho bonito e, no caso dos garotos, um jeito completamente afeminado. Pronto! Está criada a celebridade virtual que logo dará origem à alguma modinha.
Justin Bieber, febre modista internacional
Mas afinal, se a qualidade musical, textual e visual é tão baixa, porque consegue tantos fãs? Oras, porque simplesmente não importa! As pessoas não estão mais buscando um significado numa música ou num livro. A música pode falar de "quero lamber a sua bunda com vigor", mas se for cantada por um adolescente afeminado, com voz de criancinha, ela vai fazer um grande sucesso! E não, o que me incomoda não é o visual afeminado com figurino de reapper. O que me incomoda é a pouco ou a ausência de qualiade da música em si. E a falta de argumentos dos fãs! Sucessos musicais não deviam existir porque A, B ou C são bonitinhos. Sucessos músicais deviam existir porque a música é boa!
Mas, aparentemente, a lavagem cérebral que essas crianças vem sofrendo desde o fim do século XX é intensa. Afinal, novelas, programas de auditório e todo o tipo de atração que chame a atenção desse público alvo, tem a presença desse tipo musical. Ah, saudades de quando Mick Jagger fazia sucesso e, com certeza, não era por sua beleza estonteante.
Mas, como se não fosse o suficiente, as modinhas chegaram à literatura. A Saga Crepúsculo, além de destruir a imagem dos vampiros, deu o ponta-pé inicial na saga dos "livros que diabéticos não podem ler". Bem, todos já devem estar cansados de ouvir criticas sobre a distorção do mundo vampirico e sobre a escrita da Meyer. Não vou criticar-la. Ela escreve bem, isso é inegavel. Se não escrevesse, seu livro não seria um sucesso(mas, afinal, Justin Bieber é um sucesso. Esse não é grande argumento, mas é o único que tenho). O fato mais doentiu nisso tudo, é a dependencia inumana da Bella Swan, com o Edward Cullen. Não me venham dizer que quando se ama, se fica desse jeito. Isso não é amor, é uma doença. Aliás, se eu fosse mulher, eu ficaria completamente indignada com esse livro. Mostra quase uma subserviência feminina frente ao poderoso homem de pedra, que manda e muda a vida da mulher à seu bel prazer e ela aceita tudo passivamente. Oras! Quem conhece as mulheres de verdade sabe que não é bem assim. Mulheres de verdade são fortes, decididas e independentes. Amam, mas não necessariamente abdicam de suas vidas por seu homem. E o fato de garotas se espelharem nesse tipo de amor é ainda mais preocupante.
Concluindo, não devemos ser nem oito nem oitenta. É preciso um equilibrio. Conheça antes de chamar de modinha. E não goste de algo apenas porque é modinha. Tenha uma cabeça propria e aprenda a pensar. As moda das modinhas e a moda de chamar tudo de modinha, é só mais uma modinha que logo vai passar(?).
Tom Fletcher, Dougie Poynter, Danny Jones e Harry Judd
McFly é uma banda britânica criada em 2004 e que rapidamente alçou à fama, sendo a banda mais jovem à ter um album de estreia em primeiro lugar no Reino Únido, posição antes ocupada pelos legendários The Beatles.
A banda formou-se quase por um acaso, quando Danny Jones acidentalmente foi parar numa audição para a boyband chamada V, achando que se tratava de uma banda de rock. Coincidentemente, Tom Fletcher trabalhava na mesma produtora, escrevendo músicas para a banda Busted. Ambos se conheceram e, após terminar o trabalho para a Busted, se reuniram e começaram a trabalhar nas próprias músicas, para uma banda ainda sem nome. Posteriormente, decidiram chamar a banda de McFly, em homenagem ao personagem principal do filme De Volta para o Futuro(meu filme favorito desde sempre), Marty McFly. Idéia formada, abriram audição para completar a banda e escolheram Harry Judd e Dougie Poynter para, respectivamente, serem o baterista e o baixista da banda.
Lembro que conheci a banda nas férias de Janeiro de 2007. Uma amiga chamada Bruna me indicou uma fanfic chamada "Sábado à Noite". Comecei a ler, sem entender muito. Pensei que tudo se tratava de ficção, até mesmo a banda e as músicas. Até que decidi pesquisar e descobrir a banda, que na época já tinha três albuns lançados. Comecei a escutar algumas músicas e, enfim, os garotos tinham talento.
Mas, afinal, entre suas influências estavam os eternos garotos de Liverpool e era possivel, apesar de não ter o mesmo brilhantismo de John e Paul, um traço daquele romantismo presente nos primeiros albuns dos Beatles, com um toque de modernidade.
Em 2007, os garotos decidem se lançar aos Estados Unidos, com o filme Just My Luck(estrelado por Lindsay Lohan, com participação dos proprios integrantes da banda) e um album de mesmo nome(outra semelhança com os Beatles, que lançaram um album exclusivo com a compilação de seus maiores sucessos, para conquistar o público américano).
A banda atingia não apenas sucesso com suas inúmeras turnês, mas também maturidade músical, comprovada em seu album Radio:Active, com músicas de muita qualidade, como One for the Radio, Lies e Falling in Love. Músicas e letras com quem muitos adolescentes e jovens se identificavam em situações cotidianas, momentos especificos de suas vidas.
De novos Beatles à novos Backstreet Boys?
No ano passado(2010), começaram a sair na internet músicas do possivel novo album dos McFlys. Party Girl e Foolish já demonstravam o que iria sair da nova parceria entre os rapazes e Taio Cruz, conhecido compositor e produtor de música pop. Aparentemente, o McFly estava definitivamente tirando o rock da linha, ficando apenas com o pop. Um pouco antes do fim do ano, chegou à minhas mãos através de uma conhecida, as músicas do novo CD, Above the Noise. Enquanto escutava, fiquei me lembrando de quando abri o Emule e baixei as primeiras músicas do McFly para ouvir e tentei achar naquelas novas músicas algo daqueles antigos garotos que agora foram absorvidos pelo mercado musical e venderam suas almas.Terminei de ouvir as músicas me perguntando se aqueles ainda eram os McFlys que ouvi em 2007, da fic que li naquele dia e que tão bem representou alguns periodos da minha vida. Falhei fatalmente.
Muitos falam de amadurecimento músical, de uma revolução. Porém, os Beatles, que um dia influenciaram os McFlys, quando precisaram de uma novidade que movimentasse sua carreira e desse um novo rumo à sua música, criaram Sgt. Peppers Lonely Heart Clubs Band, o album que mudou para sempre sua música e deu uma nova guinada na carreira do 4Fab. Abouve the Noise, nem de longe, é um amadurecimento ou uma guinada na música deles e sim uma adaptação dos Flys para concorrer com a modinha dos Pop Teens que se espalham pelo mundo, acabando com a boa música.
Enfim. Talvez no próximo album eles se arrependam e voltem ao estilo que conquistou uma legião de fãs. Até que isso aconteça, McFly pra mim terminou no Radio:Active. Paro antes de ser obrigado a ver o Danny, o Tom, o Dougie e o Harry em roupas apertadas e fazendo coreografias sincronizadas. Se foi esse o caminho que eles escolharam, é aqui que nos separamos e seguimos em direções opostas.